Aula Aberta: Sustentabilidade ecológica, serviço social territorializado e urbanismo participativo | 18H00 | Auditório do CIUL | Lisboa

No próximo dia 14 de março irá decorrer, pelas 18H00, no auditório do CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa, mais uma Aula Aberta organizada em colaboração com o ISCTE-IUL. A Aula será conduzida pelas Professoras Alexandra Paio, Helena Rocha e Isabel Santana, e terá como tema Sustentabilidade ecológica, serviço social territorializado e urbanismo participativo.

A aula que se propõe surge no âmbito do trabalho desenvolvido no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e aborda três conceitos chave: sustentabilidade ecológica, serviço social territorializado e urbanismo participativo.

O serviço social e ambiente têm sido estudados segundo várias perspetivas e métodos. O conceito de eco-bairro e a intervenção do serviço social, numa visão multifocal através de uma abordagem de empowerment, em que as comunidades e os seus parceiros sejam co-autores num processo participativo de construção coletiva de modelos de desenvolvimento integrado e sustentável.

O serviço social territorializado: a intervenção social global e local assenta actualmente numa política ativa, através da territorialização, da implicação e da responsabilização dos seus beneficiários. Nesta contextualização apresentamos conteúdos reflexivos sobre a estratégia BIP/ZIP, um dos instrumentos de política municipal de Lisboa a nível dos Gabinetes de Apoio aos Bairros de Intervenção Prioritária, para entendermos como contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas nos territórios com iniciativas de regeneração urbana. Reflete-se ainda sobre a participação, nesses territórios degradados e desqualificados em termos socioespaciais, enquanto eixo do serviço social territorializado, potenciadora da construção de cidadania, bem como da afirmação individual e colectiva das comunidades de áreas urbanas “em risco”. ​

O conceito de urbanismo participativo remete para a participação como metodologia de intervenção que envolve processos complexos de cocriação de espaço público. O Vitruvius - laboratório de fabricação (FABLAB) tem-se associado a vários projetos com o objetivo de contribuir para a difusão do conceito. Neste contexto, ao longo de cinco anos, os projetos BIPZIP têm permitido realizar várias experiências, testar processos e obter resultados em cenário real e a consequente reflexão sobre o desenvolvimento de uma inteligência coletiva crítica no século XXI. A fabricação digital, com a democratização das tecnologias, surge como encontro criativo e produtivo entre arquitetos, cidadãos e os agentes sociais/culturais, e vem reposicionando o papel do arquiteto como definidor de novas práticas para transformar os espaços públicos das nossas cidades em lugares particulares para usufruirmos de atividades coletivas.

Mais informações  

Inscrições em: ciul@cm-lisboa.pt