|
|
|
|
|
|
Áreas de Actuação
Os
grandes avanços no domínio da Informação Geográfica têm permitido a construção
de bases de dados geo-referenciadas cada mais eficazes e amigáveis e facilitam
a resolução de problemas espaciais (decisões de localização, optimização de percursos,
modelação espacial e simulação...). Assim, tem emergido uma relevante janela de
oportunidade, tanto para a afirmação da utilidade do conhecimento geográfico,
como para o alargamento do mercado de trabalho dos geógrafos.
Se os modelos clássicos foram fundamentais para o progresso da análise espacial
nos anos 50 e 60, cabe aos sistemas de informação geográfica um papel idêntico
nos dias que correm.
O ensino continua a merecer uma atenção especial dos Geógrafos, quer na
universidade, quer nos ensinos básico e secundário. No primeiro grau,
assiste-se a uma tendência para a flexibilização das licenciaturas, reforço da
internacionalização e reformulação do papel da investigação científica,
nomeadamente do quadro de relações com as instituições, os investigadores, a
comunidade envolvente e as empresas. Nos ensinos básico e secundário, a redução
do número de alunos e as reformas curriculares que reduzem os tempos lectivos
consagrados à Geografia parecem questionar o papel global dos professores de
Geografia - contudo, a imprescindibilidade do saber geográfico na formação
básica parece cada vez mais evidente. Num mundo caracterizado pelo aparente
paradoxo entre globalização e descentralização, as solicitações quotidianas
exigem o desenvolvimento de competências de âmbito marcadamente geográfico,
como ler um mapa e localizar correctamente os fenómenos e os processos;
explorar o meio físico e social envolvente (condição prévia ao exercício de uma
cidadania empenhada); ou interpretar nas notícias do mundo distante as
diferenças ambientais, culturais e socio-económicas da sociedade diversa que a
educação geográfica nos ajuda a descobrir e (re)agir de forma ponderada e
esclarecida.
No seu trajecto de século e meio, ainda que com raízes que remontam aos
pioneiros gregos dos séculos IV e III AC, a Geografia tem sabido adaptar-se e
fornecer respostas pertinentes e necessárias em diferentes contextos temporais
e sócio-espaciais. Entretanto, a diversificação das práticas profissionais dos
geógrafos acompanha as tendências gerais da sociedade; às actividades mais
antigas, sempre capazes de inovar e de se readaptar, junta-se um conjunto de
novas oportunidades, em áreas como o turismo, a comunicação, a gestão e o
tratamento de informação geográfica, a análise de riscos, o geomarketing ou a
gestão de frotas.
